(É irracional sermos conscientes da nossa mortalidade e ainda
chorarmos por quem morre. E a evolução da espécie fez-nos racionais. A
única resposta que encontro é que talvez não choremos pela morte, mas
pela ausência. Pela silhueta de vácuo que fica na nossa existência, a
marcar as fronteiras da falta que quem partiu nos faz. E se choramos por
isso, então choramos por nós. O luto é um acto egoísta.)
ausêncialuminosadealgoquenaosevêmassente-se

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