quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

train

É mais custoso partir que morrer, dito que a despedida da morte é suma e não deixa dúvidas. É tão penoso despedir-me duas e três vezes de ti sem nunca saber se será a última vez. Mas a ausência como que tresnoita no fim da espera, sublima-se, desvanece. Na morte não há ausência porque a falta tão máxima de alguém não se enforma na nossa consciência. Não se aguenta na nossa razão. A morte pode doer menos que a distância, pelo egoísmo que sentimos do outro, pelo descaramento de estar a ser noutro sítio que não no nosso.
No entanto, aconteça o que acontecer, talvez pela força do divino ou do que gere este mundo, teremos e faremos sempre de um todo, onde os anos átomos se encontram e ligam.

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