Deito-me, rendo-me, retiro a armadura e tudo que me defende do exterior e do mundo. Entro em repouso comigo e com o mundo, no meu leito estou e é nele que relaxo e choro, pelo que vivi e pelo que me atormenta no passado. Não, agora não necessito da longa espada que me acompanha sempre em cada batalha, em cada momento de dor, agora rendi-me à tranquilidade e à paz que me atingem neste longa noite fria. Sem mais nada a fazer, a não ser fechar estas pálpebras, escondo-me do mundo numa simples camada de pele, vejo o negro, não vejo a luz, vejo um abismo, mas não vejo o seu fim, vejo um sonho e um caminho à espera de ser percorrido.Deito-me, fecho os olhos e adormeço. Afundo-me em memorias e presentes recentes, um sorriso nasce e permanece..
A cada palavra tua, vejo a superfície empoeirada ao meu alcance, vejo a luz e a entrada para este mundo

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