quarta-feira, 16 de julho de 2014

Howard Carter II

(é certo que o fim era certo, mas não tão próximo, não tão recente. eu sei que sabia. mas não é justo. não. porque refiz tudo em função de algo condenado à partida, eu sei, e fi-lo pelo bem de ficar alguma coisa, sim, também, já o disse, mas porque é demasiado cedo, porque já me estava a habituar, já andava a ficar confortável, a aconchegar-me à ideia, a tecer planos e a imaginar impossibilidades. the shit we do could warm the sun. mas é mais o que fica por fazer. e para quê? falas das memórias. falas da cristalização de tudo isto. não me chega. vou prender-me à ideia de um se, e isso vai manter-me vivo até achares por bem dar o golpe de misericórdia. depois, bem, depois logo se vê. se tenho medo de ficar sozinho? ora, nada mais me apavora tanto quanto uma brisa só que dê indício de tal, mas cá vamos aprendendo a ser mais homenzinhos.)

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