domingo, 8 de junho de 2014

sempre descubro florestas fora da estação certa do sono onde me encontro. procuro água que corra de encontro às raízes das árvores mais ao longe. mais perto do chão os pés como ervas do medo à espera que um pássaro lhes dê um ninho. mas o pássaro está morto. morreu anteontem afogado por uma lágrima maior. a lágrima galgou as margens do rosto e foi afogar o pássaro que me havia pousado há poucos instantes no coração.

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