sempre descubro florestas fora da estação certa do sono onde me
encontro. procuro água que corra de encontro às raízes das árvores mais
ao longe. mais perto do chão os pés como ervas do medo à espera que um
pássaro lhes dê um ninho. mas o pássaro está morto. morreu anteontem
afogado por uma lágrima maior. a lágrima galgou as margens do rosto e
foi afogar o pássaro que me havia pousado há poucos instantes no
coração.

Sem comentários:
Enviar um comentário