domingo, 16 de março de 2014



Esqueci-me da saudade. Quer dizer, ao falar do tempo, esqueci-me de falar na saudade. A linguagem é uma invenção do caraças.
A saudade transborda do púcaro do passado para a estabilidade imóvel do presente, desenrola-se como uma passadeira desde lá longe do já quase inatingível. Mas só nós, os da língua portuguesa, sentimos a saudade porque é só na nossa língua que ela mora.
Somos, então, nós, os portugueses, viventes assíduos do passado. E isso explica tanta coisa.

1 comentário:

  1. a saudade marca que o passado valeu a pena. e nós, nós, os da língua portugesa, o povo mais sofrido.

    ResponderEliminar