terça-feira, 18 de março de 2014


Os sofistas do nosso tempo são aqueles realizadores de cinema que cortam para negro a esconder o fim ou aqueles romancistas que acabam o livro sem acabar a ponta de um corno. Para mim, acharei sempre que não foram mais longe porque não sabiam ou não tiveram coragem. Preferir mutilar uma obra na tentativa de a mistificar? É o fim que dá sentido à viagem, porra. É a morte que te faz estar vivo.
Há mais utilidade num rolo de papel higiénico que num romance que quando termina não termina. É um perder de tempo. Pense quem escreve, que a mim só me mandaram sentir.

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